2 de agosto de 2015

NINHO DE TERNURA



Ninho de Ternura
 

Teu colo
onde ternamente deitei a minha cabeça,
acolheu-me com a consistência 
de um ninho que acolhe a ave 
que cuida e protege as suas crias...

Nele senti 
a força do teu afecto
através das tuas mãos que me acariciaram o rosto, 
brincando com a minha barba, 
enquanto o teu olhar, 
constelação de estrelas cintilantes
se fixou no meu e sem serem necessárias palavras 
me disseste o quanto tinhas apreciado o meu gesto...

Desde então regresso ao teu colo,
 feito ninho, 
fecho as minhas asas 
e nele permaneço sereno,
com a paz e a tranquilidade 
de quem se sente protegido
por um mar de ternura,
uma onda de carinho,
de perfumado afecto.

Hamilton Ramos Afonso