15 de outubro de 2016

... NA RUA ASFALTADA DO NADA



Ana Carvalhosa

SEI QUE TUDO FOI ILUSÃO...




... UMA MEMÓRIA SÓ NOSSA!

Ainda se escuta o som 
dos nossos gemidos pelo ar,
Palavras ditas na linguagem dos amantes
quando na penumbra da paixão, 
soltam toda a sua emoção.

Eu ainda sinto, as tuas mãos trémulas
procurando por mim, 
as tuas pernas a deslizarem
pelo cetim do lençol e os teus dedos a deixarem
a marca do desejo na minha pele de seda
faminta desse amor há tanto tempo sonhado.

Naqueles instantes derrubamos as muralhas,
os nossos corpos passaram todas as pontes
dessa paixão, que agarrou todas as migalhas
de um amor que correu por serras e montes
e acabou rendido aqui nesta cama, 
entre quatro paredes...

A cama está quente, 
eu ainda viajo no mundo dos sonhos!
Só que a lucidez 
do que somos e do que fomos no momento
começa lentamente a voltar para a minha alma.

Sei que tudo foi ilusão, 
mas esse tudo também é uma boa recordação.

Poucas horas passaram 
desde que as nossas bocas se uniram,
nos minutos longos 
em que dos nossos corpos se soltaram
e navegaram nas ondas de desejo 
em que mergulhamos sem pensar no depois.

O meu corpo começa a arrefecer 
e antecipa o que vai acontecer

Essa será para sempre uma memória só nossa!

Porque a felicidade não se apaga, e o amor não acaba
Apenas passa para o outro lado da história!

E o momento passou, a memória já o guardou
O corpo sente o frio e alma já vê o futuro...

@ Angela Caboz

12 de outubro de 2016

EU TE AMO




Eu te amo


E este amor me faz ter
seu semblante diante de meus olhos.
Eu te amo como se ama...
algo inestimável e precioso. 
Te amo cada vez mais
a cada dia, a cada instante muito mais...
Eu te amo por completo 
desde o dia que falou que me ama
e assim completou o que era 
metade no meu coração.
Te amo... Te amo...

Madalena Lessa

AQUELE POEMA




AQUELE POEMA 


Numa imensidão de caracteres 
Um oceano da mais bela poesia
Uma mensagem para viveres
Com pensamentos de alegria

Palavras recheadas de Amor
Para apaixonar os corações 
Como o rufar de um tambor
Para acordar todas as nações 

Linhas preenchidas com magia
Como uma leitura obrigatória 
Preenchendo o nascer do dia
Como se fosse uma linda história 

Quadras compondo uma canção 
Musicada com notas angelicais
Para despertar o amor e a paixão 
Dos prazeres mais confidenciais

Paulo Gomes

LAREIRA ACESA




Lareira acesa


Lareira acesa em fogo vivo,
com a lenha a crepitar 
no rito devorador do fogo
a contrastar com o aguaceiro
que cai lá fora 
acompanhado daquela brisa desagradável
que arrasta os pingos da chuva
e nos molha, obrigando-nos ao malabarismo
de rodar o guarda-chuva, 
para tentar evitar o inevitável...

O langor do calor que impregna o ambiente,
convida ao enroscar de dois corpos
no abrigo de um colo acolhedor, 
ancorando-nos no amplexo de dois braços
que nos acolhem, nos abraçam sem sufocar...

As carícias e os mimos da paixão e do desejo
fazem com que o chão da sala fique juncado 
da roupa que nos cobria a nudez e então os dois descobrimos,
com prazer e volúpia que a roupa que melhor nos assenta
é a pele um do outro, cobrindo-nos e aquecendo-nos...

Como é bom descobrir, 
que até com o calor da lareira a aquecer-nos,
há arrepios e suores frios que nos são sublimes, 
e contradição, nos aquecem o coração...

Hamilton Ramos Afonso