19 de fevereiro de 2017

MOMENTOS QUE SE SENTEM...


Art by V. Biktoriya


Momentos que se sentem…


Tua mão na minha mão
Num silêncio inaudível
Aquece o meu coração
Que só pensa na paixão
Até onde isso é possível

Abres assim um desejo
Que há muito há em mim
E logo te dou meu beijo
Eivado do meu desejo
E desse beijo estás afim

Aperto-te junto ao peito
Dou-te um terno apalpão
E tu ficas quase sem jeito
Se a teu lado me deito
Mas que bela sensação

Entras logo em desespero
E começas toda a tremer
É assim que eu te espero
Porque de sempre eu te quero
Para um momento de prazer

Ó vida que és tão bela
Eu te canto este meu fado
Quem me dera sempre tê-la
Aguardo-te na tua janela
À tua porta ou noutro lado

É assim que te pego na mão
E ta aperto tão ternamente
Passo para ti minha paixão
Na vivência desta ilusão
Num momento que se sente


PEQUENINA




PEQUENINA 


A nudez do corpo
é uma ideia vaga e solta.
Bebo o teu hálito...
e uma ilha surge.

Pousas os lábios no peito
e nascem estrelas nuas.
Eu sinto-me pequenina.

No plano somos
pontos coincidentes
e alongamo-nos infinitamente,
sem paralelismos.

Gostamos do que é perpendicular
para nos podermos encontrar
em qualquer lugar.

Os abraços são bons,
dependendo do ângulo.
É bom o que é agudo
e isso não é grave.
Apenas mais apertadinho.

Queres aumentar a intensidade?
Vamos dar uma volta
pois isso será giro,
para depois rasarmos tudo
entre quatro paredes.

Mas eu sou pequenina
para dormir 
entre os teus braços.
Ponto.

Ana Pereira


… A VIDA EM NÓS




… A VIDA EM NÓS


Viver é assim sinónimo de nosso amor,
Crescer e desabrochar lado-a-lado
Como raiz que difunde em gémea flor,
Fino canto de pétalas perfumado.

Fino canto de pétalas perfumado
Ao extremo de um universo desejado,
Onde as estrelas sempre brilham em nós,
Como se nossa vida fosse una voz.

Como se nossa vida fosse una voz
Ao encontro de uma só felicidade interior,
Onde a natura é sempre o nosso amor,
Uno poema declamado a pó de arroz.

Uno poema declamado a pó de arroz,
Essência de dois corações em flor
Onde germina à flor da pele aquele frescor,
Que perpetua no tempo a vida em nós.

© RÓ MAR