Imagem: Amar sempre
A avidez do desejo…
Encosto-te a meu peito
E dou-te na boca um beijo
Nesse momento fico sem jeito
Mas é tão bom esse preceito
Num calor que eu desejo
Nossas salivas se misturam
Nossos corpos se juntam mais
Os calores algo auguram
E até parece que juram
Que os dois somos iguais
Começamos a ficar baralhados
Cá dentro do nosso interior
E é assim que nós começamos
E isso os dois nós adoramos
A fazer um belo amor
Entram os corpos em efervescência
Nenhum de nós os consegue dominar
Um pelo outro grande apetência
Acabou-se a clemência
Há pois que continuar a amar
E é nessa impossibilidade
Que o acto sabe melhor
Damo-nos com tal verdade
E no fim lá vem a saudade
Do que fazemos com tal amor
© Armindo Loureiro